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segunda-feira, 23 de abril de 2012

segurança e higiene alimentar

Reflexão de segurança e higiene alimentar
Esta unidade abriu-me os olhos em relação a vários aspectos nomeadamente a doenças que podem aparecer se os alimentos forem mal confeccionados, ter o cuidado de lavar as mãos sempre que necessário, não utilizar os mesmos utensílios (faca, garfo, panela, etc.) em alimentos diferentes. Cuidados específicos a ter se algo corre mal e prevenções cruciais a ter no local de trabalho e não só. Achei a unidade muito satisfatória, tanto a nível profissional como pessoal, tinha já algumas ideias sobre o assunto mas com os ensinamentos adquiridos tornou-se muito mais claro que algumas que fazia e/ou via a fazer estavam erradas. Sempre que possível participava nas aulas e tirava duvidas com a professora e também com os formandos. Não foi a unidade mais empolgante mas foi deveras importante, para mim pelo menos.

HACCP

                                  Reflexão de HACCP



Hazard Analyses of Critical Control Points
Esta norma serve para controlar os perigos, elimina-los se necessário preveni-los.
O sistema HACCP é um sistema preventivo de controlo de segurança alimentar que se baseia numa abordagem sistemática, documentada e verificável.
Resulta da aplicação do bom senso de princípios técnicos e científicos através duma reflexão sobre diversas questões:
·        O que é o meu produto?
·        Que perigos estão associados o meu processo?
·        Em que etapas do processo podem ocorrer?
·        Qual a probabilidade destes perigos constituírem um risco para os consumidores
·        Como deve prevenir ou controlar esses perigos de forma a garantir a segurança dos consumidores
A definição de plano HACCP é um documento escrito.
A origem do sistema HACCP foi desenvolvida nos anos 60 nos EUA para produzir alimentos seguros. Trata-se da analise de perigos que consistem no processo de recolha de informação sobre potenciais perigos associados ao alimento. Estes perigos dividem-se em grupos microbiológicos (bactérias, vírus e toxinas), físicos (vidro, metal, plastico, tinta, jóias, cabelos, ossos, espinhas, etc) e químicos (antibióticos, resíduos de pesticida, metais pesados, óleos lubrificantes).
Existem 7 etapas de princípios de HACCP
1.      Identificar os potenciais perigos associados
2.      Determinar os pontos que podem ser controlados
3.      Estabelecer limites críticos
4.      Estabelecer um sistema de monitorização
5.      Estabelecer a acção correctiva a ser tomada
6.      Estabelecer os procedimentos de verificação
7.      Estabelecer a documentação
Existem 14 passos de sistema HACCP
1.      Definição do campo de estudo
2.      Formação da equipa HACCP
3.      Descrição do produto
4.      Identificação do uso do produto
5.      Elaboração do diagrama de fluxo e esquema da área de fabrico
6.      Verificação (de um local) do diagrama de fluxo e esquema da fabrica
7.      Identificação de perigos associados a cada passo
8.      Arvore de decisão HACCP para determinar dos PCC (Pontos Críticos de Controlo)
9.      Estabelecimento dos limites de controlo
10.  Estabelecimento dos procedimentos de monitorização
11.  Estabelecimento das acções correctivas
12.  Estabelecimento de procedimento de verificação
13.  Estabelecimento de sistemas de registo e arquivo de dados que documtam o plano HACCP
14.  Revisão do plano HACCP
Conclusão:
O sistema HACCP é um conjunto de regras escritas num documento escrito com base a melhorar e prevenir as intoxicações alimentares e locais de confecção também como os locais de preparação dos alimentos, seja pesca ou caça.

Gestão de Qualidade


Esta unidade mostrou-se muito esclarecedora em relação ao assunto de higienização. A formadora Elsa Alves conseguiu mudar o difícil para o fácil com a sua maneira de explicar a matéria com simplicidade. Facultou-nos manuais de ISO’s (International Standartization Organization). Sendo uns de normas a serem cumpridas e outros sendo requisitos mínimos para algo que serve comida ao público em geral deverá cumprir. Aprendi a mudar a minha conduta pessoal se vou confecionar ou mexer em alimentos, lavando e higienizando as mãos sempre que necessário, de cuidar da minha higiene oral e corporal, em caso de trabalhar para uma pastelaria ou ter uma minha. Aprendemos que é crucial não haver nenhum tipo de erro quando se trata de alimentos. Nos locais de armazenamento devem constar kits devidamente identificados que servem para eliminar as pragas, se existirem

Fizemos uma visita de estudo a uma pastelaria, padaria em Gaia. Em que tomamos o papel de inspetores e o nosso papel foi verificar se as normas de segurança e higienização estavam a ser cumpridas.

Resumindo, esta disciplina requer alguma paciência para vistoriar todos os cantos do local em questão e aplicar as normas de segurança exigidas. Realço que a formadora Elsa Alves ajudou em tudo para que matéria fica-se entendida pelos formandos. 

Comunicação Interpessoal

Reflexão de comunicação interpessoal
Comecei por atirar bolas aos restantes alunos e vice-versa para começarmos a memorizar os nomes de cada pessoa na sala, começou por ser constrangedor mas no fim já toda a gente se estava a rir e despreocupados. Nesta unidade aprendi e desenvolvi a escuta activa, estar atento ao que as pessoa dizem e só no fim reflectir o que foi dito, nem que seja por pouco tempo, e responder se necessário. Aprendemos os meios de comunicação e como ela se propaga, ora por palavras, ora por gestos, ora por música, etc. Tem que haver um emissor (quem?), uma mensagem (o que?) e um receptor (a quem?). Abordamos o tema de comunicação passiva, assertiva, manipuladora e agressiva para ver como se comportam as pessoas que possuem este tipo de comunicação e como contornar as pessoas mais problemáticas. Foi-nos presenteado um trabalho de grupo sobre a prestação do empregado de mesa, que consistia em grupos de 3 pessoas, ir a um café á escolha e avaliar o empregado de mesa e também o sítio em si, a limpeza, a rapidez do serviço, entre outras. Fizemos também um trabalho de grupo (3/4 pessoas) sobre o que levar prioritário mediante uma lista de coisas, se fossemos numa expedição á lua.
Não sabia o que esperar desta unidade, mas no final revelou-se bastante esclarecedora.

Língua Francesa na Cozinha


Este módulo revelou-se bastante esclarecedor, pois já não tinha contacto com o francês há bastante tempo.
Estudamos os números, os dias da semana, os meses do ano, as várias maneiras de cumprimentar alguém, as várias maneiras de se despedir, (formal e informalmente) os vários títulos que existem, Monsieur, Mademoiselle, etc. Aprendemos também alguns tipos de roupa e os verbos mais importantes Être (ser, Estar), Habiter (Morar), Avoir (ter) e por fim aprendemos algumas formas de interagir com as pessoas, perguntar como está, onde mora e as suas respectivas respostas.
Devo dizer que até foi muito bom voltar a ter esta língua, ora por interesse e conhecimento, ora por avivar a memória depois de tanto tempo sem a praticar.
Foi-nos facultado folhas de apoio pelo formador Filipe Fonseca e também ajudas a nível oral de como se pronuncia e escreve o Francês.
Gostei da unidade e até fomos à “boulagerie de Paris” tomar um café para ter mais noção da pastelaria que se faz em França. Por fim fizemos um trabalho de apresentação em powerpoint sobre os utensílios de cozinha, padaria e pastelaria.
Devo confessar que, o francês, depois de se entender o mínimo até é uma língua divertida e serve para entender os filmes franceses e também para nos “desenrascar” num pais que a língua oficial seja o francês ou ajudar algum turista que venha ao nosso pais. 

Língua Inglesa na Cozinha


Esta unidade mostrou-se bastante reveladora, aprendemos os nomes técnicos dos utensílios de cozinha e pastelaria, também como os alimentos e os termos técnicos para mexer, cortar, polvilhar, agitar, verter, etc. durante esta unidade a formadora Dora facultou-nos folhas de exercícios que continham receitas simples para as traduzirmos e também outras folhas com a ilustração de utensílios e de alimentos numerados e ao lado uma lista que continha o nome desses utensílios e alimentos, o pretendido era para juntar o nome correcto ao alimento ou utensílio, exercício realizado em grupo e mais que uma vez. Traduzimos algumas receitas e aprendemos muitas palavras novas que se vão tornar muito úteis no nosso âmbito de trabalho caso venha de fora e teremos então que falar em inglês e dizer as coisas como elas são, ou então no caso de emigração como o nosso fantástico primeiro-ministro disse para o fazermos, sabermos já os nomes técnicos todos para quando estivermos a trabalhar numa cozinha ou pastelaria sabermos os termos e o que eles querem dizer. Elaboramos trabalhos de grupo como elaborar uma ementa de um país a nossa escolha com os seus pratos típicos, o grupo foi eu e a Carla Rodrigues e escolhemos a angola para esse efeito. Fizemos também outro trabalho de grupo em que consistia em adivinhar o que outros grupos criam demonstrar por mimica. É claro que eu e a Carla não demos hipóteses aos restantes grupos.

Pessoalmente gostei bastante desta unidade, não só por causa da formadora que tem um jeito especial de ensinar e descomplicar a matéria e tornando-a bem mais simples do que parece ser. No meu ponto de vista tudo o que aprendemos vai ser deveras útil, mesmo que não se trabalhe com nenhum inglês ou americano, nem se emigre é sempre uma mais valia saber mais qualquer coisa sobre a área que estamos a estudar e porque há sempre espaço na nossa memória para assimilar informação, ao contrario de um computador que tem a memória limitada.

Nutrição

Reflexão de nutrição
Quando comecei esta unidade tinha algumas noções dos alimentos e de como os preparar correctamente. Ao longo do módulo fui aprendendo que nutrição não é só ingerir alimentos de forma correcta mas também cuidar da saúde e bem-estar pessoal. Há cálculos simples que ajudam a determinar o IMC (índice de Massa Corporal), se está no peso normal, se está abaixo ou acima do peso. Existem também cálculos para determinar as calorias que os alimentos contêm para sabermos se, que quem se preocupa, os podemos ingerir sem ter peso na consciência. Fizemos um trabalho de grupo, “dieta é o mesmo que alimentação?” a turma separou-se em 2grupos mediante a resposta de cada formando, sendo 1 grupo optando pela positiva e o outro grupo pela negativa. Passados 30 a 45min  após cada grupo ter chegado a uma conclusão e fomos verificar. Conclusão, todos nós comemos, quem está de dieta também se alimenta. A formadora Elsa Alves pareceu-me muito fria no inicio, mas após uma semana de aulas comecei a perceber que a “frieza” era na minha cabeça. Agora com os conhecimentos adquiridos já preparo o jantar com outra perspectiva e sempre que o preparo e sirvo recebo mais elogios do que dantes.

Equipamentos, materiais e utensílios


Esta disciplina foi meramente informativa, tivemos a ver alguns equipamentos utilizados em pastelaria e cozinha. Não foi muito entusiasmante devido a ser muito teórico. Ver os equipamentos e falar um pouco sobre eles. Uns mais interessantes, outros nem tanto. Abordamos as mesas de trabalho, facas, colheres, misturadoras, fornos, cuias, etc. foi para ficarmos com uma ideia do que íamos estar em contacto quando fossemos para as oficinas trabalhar com esses mesmos equipamentos e utensílios.

Não demonstro muito entusiasmo nesta reflexão devido à matéria ser apenas teórica e daí não ser muito motivadora.

O formador Paulo Alves tentou dar a matéria da melhor maneira que soube, mas como já acima foi referido, foi muito teórico e dai tornar-se entediante.

Novas Práticas de Confeção


Este módulo revelou-se bastante elucidativo, descobri como decompor pratos, aprendi variados ingredientes diferentes que desconhecia como o agar-agar, goma de xantana, guar, etc. Estes ingredientes servem para dar “outra vida” à cozinha. Falou-se da esferificação e como é feita desde os ingredientes utilizados até à sua confeção.

Tenho pena por ter sido meramente teoria e prática, nada. A formadora Lisete Alves explicou a matéria de forma clara e de fácil compreensão. Abordamos as cores na comida e a harmonia que o prato deve ter sendo com cores análogas, opostas ou monocromáticas. Fizemos um trabalho em que apresentamos uma invenção nossa, no meu caso apresentei pimento recheado com legumes verdes e salmão, para sobremesa apresentei gelatina tri-color. Fizemos também um trabalho intitulado de “cores na cozinha” que consistiu em procurar um prato à nossa escolha na internet e tínhamos que identificar qual o tipo de cores existentes nesse mesmo prato. Finalizamos o módulo como um exame que abrangia toda a matéria dada, exame, esse que tirei 71%.

Acredito que com mais tempo e alguma prática poderia ser um ótimo cientista, no âmbito da cozinha, a preparar pratos “irreverentes”, divertidos e sofisticados.

Liderança e Gestão de Equipas

                        Liderança e Gestão de Equipas

Esta unidade tornou-se deveras emotiva, dinâmica e didáctica. Aprendi a controlar a minha natureza primitiva, o meu lado selvagem devido a ensinamentos, tais como: a escuta activa realizada nas aulas da Dra. Lígia Carvalho, certos jogos físicos (jenga e o jogo das cadeiras) que parece que não ajudava a me inteirar do que estava a fazer mal perante os outros colegas. Fizemos muitos trabalhos em grupo como a boca do cavalo para avaliar os colegas da turma, mediante certos parâmetros já especificados nas folhas fornecidas. Fizemos também um trabalho em grupo sobre os símbolos da equipa de trabalho em que o grupo, mediante 12 figuras teria de escolher 4 delas, retirando as que melhor se enquadram com o grupo em causa. Mas também fizemos trabalhos individuais representantes às nossas capacidades ou a falta delas como a relacionamento interpessoal, competências de escuta, compreensão da importância da organização do trabalho, distinguir os diferentes tipos de liderança, técnicas de liderança, o triângulo de blake & mouton que explica o processo básico de motivação perante 5 etapas.
O que me agradou nesta unidade, foi a forma como a formadora comunica, deixa-nos à vontade durante o tempo que estamos na sala de aula. Sorri bastante, que para mim é o suficiente para deixar a timidez e a vergonha de fora. Admito que fiquei deveras embaraçado na primeira sessão quando a apresentação foi feita de maneira diferente, foram os colegas que me apresentaram à formadora somente com informações positivas. Por fim tenho que realçar as strokes positivas, é simplesmente fantástico o que as pessoas conseguem fazer e elevar a produtividade apenas com comentários positivos, não só a seu respeito mas também no seu trabalho.

Implementação de Práticas de Gestão



Esta unidade foi deveras interessante, a Formadora Lígia Carvalho tem uma maneira muito especial de ensinar e cativar a atenção dos formandos.

Quem não sabia, ficou a saber o valor médio de salário para Pasteleiro, Cozinheiro de 1ª ou 2ª categoria. Organizações que podem ajudar e esclarecer algumas duvidas que poderemos ter sobre a área em que estamos inseridos. Trabalhamos futuras entrevistas de emprego, tais como, postura a ter, atitude na presença do empregador e tipo de linguagem cuidada para poder ser chamado para uma segunda entrevista.

Dar o melhor de nós sempre na empresa em que fomos admitidos e trazer novas coisas, novas dinâmicas, como a entrega pessoal, o empenho e o gosto/amor pela camisola. Elaboramos um trabalho de grupo/individual relativo ao levantamento de perfil profissional da Fernanda e do Elvis (personagens fictícias) quais as melhores características que se enquadram e que podemos ter e desenvolver para nós mesmos.

Para mim esta unidade ensinou-me uma variedade de coisas referidas acima, que vou ter em conta quando for a uma entrevista de emprego ou no local de trabalho.

Tivemos o privilégio de expor as nossas opiniões perante a turma, diálogos interessantes e outros nem tanto. A U.F.C.D. de I.P.R.H. foi apenas de 25 horas mas para a minha pessoa revelou-se bastante inovador, porque nunca tinha visto as coisas desta maneira.

Um especial obrigado á formadora Lígia por ser tão paciente e explícita com esta turma de doidos.

Documentação laboral e comercial


Nesta unidade de documentação laboral e comercial abordamos as leis e normas para a criação de uma empresa, de um negócio. Os locais onde nos devemos dirigir, seja balcão de atendimento, seja pela internet como no caso da empresa na hora. Neste site podemos encontrar inúmeras informações úteis para abrir um negocio, os procedimentos legais para o fazer,  a  quem recorrer para pedir ajuda, a documentação necessária e em caso de haver mais que um sócio os procedimentos que terão que ser usados por ambos para iniciar a actividade pretendida.

Falamos um pouco sobre os contratos, ambas as partes têm que estar de acordo com o que lá está escrito, caso contrário não se vai assinar esse contrato. Demos algumas maneiras de se contornar um contrato já assinado, se a pessoa em causa for menor ou se a pessoa que assinou o contrato estivesse fora de si, temporariamente insano ou a atravessar uma fase difícil que lhe seja complicado pensar com clareza. Abordamos os sindicatos, como foram criados, para que foram criados e por quem. Os seus principais interesses e as maneiras de ajudar os trabalhadores que estavam a ser oprimidos pelos seus patrões. Passamos um pouco pelo movimento anárquico e vimos como isto é um verdadeiro jogo de monopólio porque os líderes anárquicos que estavam a combater contra o sistema acabaram por ser “comprados” pelos líderes políticos e senhores soberanos que controlam tudo. Falamos também nas formas jurídicas comuns, que podem ser empresa individual, sociedades por cotas e sociedade anónima. Temos também as formas jurídicas menos frequentes, Estabelecimento individual por responsabilidade limitada (E.I.R.L.), sociedade individual por cotas (pouco comum), sociedade por comandita, sociedade em nome colectivo e as cooperativas. Abordamos o franchising, falamos no caso da cadeia de restaurantes do MacDonalds, que ter um franchising desta marca não é sinónimo de sucesso. Em caso de falta de stock basta um telefonema para ter de outra loja o material que esta em falta. Por fim falamos de financiamentos, como os podemos ter sem dispensar nenhum do nosso bolso e falamos também dos fornecedores, como estes podem ser nossos “amigos”, negociar sempre os preços e as quantidades dos produtos e se por alguma razão não for possível cumprir o contrato acordado, falar com o fornecedor e pedir mais tempo (por exemplo) para pagar a mercadoria.

Esta unidade ensinou-me alguns truques de mercado para abrir um negócio, como o fazer, a quem recorrer, maneiras de pedir financiamento, ler as entrelinhas do contrato etc. ensinou-me muito mais do que eu estava à espera, agradeço ao formador por se ter disponibilizado a ensinar estas coisas todas e pelo humor que traz para as aulas, mesmo sendo uma matéria um pouco chata o seu conteúdo é bastante rico.

Cuidados Básicos de Saúde

Reflexão de Cuidados Básicos de Saúde

Esta disciplina foi muito reveladora. Aprendi conceitos sobre como tratar e assegurar o bem-estar do paciente e/ou pessoa em apuros, por exemplo: envenenamento, queimaduras, atropelamento, má disposição hemorragias, diabetes, fracturas, cortes, hipertensão, etc.
A formadora Susana Vasconcelos conseguiu explicar muito bem a matéria posta em causa, ora com exemplos pessoais, ora com vídeos e material informativo sobre o assunto. A formadora conseguiu colocar de modo simples e compreensivo, muita da matéria que à primeira vista é deveras confusa.
Tivemos o prazer de experienciar como se colocava um paciente em necessidade na Posição Lateral de Segurança (PLS), eu ofereci-me de voluntário para fazer o papel de vítima inconsciente, a experiencia não correu tão bem como esperado, porque foi a primeira vez que muitos de nós o fizemos.
Esta unidade de Cuidados Básicos de Saúde ensinou opções de escolha entre um possível caso de vida ou morte, seja no trabalho ou em casa. Algo de grave pode acontecer a qualquer um, sem avisar. Demonstra ser uma arma de conhecimento poderosa para o resto da vida, tal como todos os outros conhecimentos aprendidos ao longo da nossa jornada limitada.

Cozinha


Começamos por ter teoria de cozinha com o formador José Portugal. Abordamos os postos de trabalho na cozinha e as suas funcionalidades (saucier – quem prepara todos os molhos, rôtisseur – quem confeciona todo tipo de carnes, entremetier – quem prepara todos os legumes) depois o formador forneceu algumas folhas de apoio para nos ajudar a perceber melhor o funcionamento dentro da cozinha, acrescentando com alguns exemplos pessoais algumas situações que tinham acontecido.

Passadas duas semanas o formador José Portugal foi substituído pelo formador Arlindo Varela, formador este, muito mais dinâmico e atento as nossas necessidades. Começou por nos ensinar o que são fundos, refogados ou estrugidos (todos eles querem dizer o mesmo – ter um preparado para o arroz, sopa, carne ou peixe para lhe dar mais paladar), a melhor maneira de os preparar e quais os melhores ingredientes para as várias situações que desejarmos confecionar (carne peixe, legumes, etc.). de seguida aprendemos os cortes de legumes e tuberculos, os seus nomes (corte à padeiro, chifonada, juliana, brunesa, macedonia, paisana, etc.) e a maneira correta de os cortar, ora para evitar que os legumes fiquem com fibras, desagradáveis a quem as come, ora para conseguir uma melhor postura dos legumes de modo a confeciona-los e apresenta-los melhor e mais saborosos. O formador mostrou um vídeo de como se cortar os legumes devidamente e acrescentou que cortar rápido só acontece nos filmes, a melhor forma de o fazer é sendo devagar e preciso em cada corte para que todas as partes cortadas sejam aproximadamente iguais e evitar cortes desnecessários nas mãos e dedos.

Depois da teoria vem a prática, fomos conhecer o local de aprendizagem prático em Gaia perto do Corte Inglês, o CEFPI. Facultaram-nos uma sala que iria servir de balneário para trocar de roupa e também uma cozinha minimamente apresentável. Continha um forno elétrico, um fogão, duas bancas para lavar a louça e os alimentos e um armazém com um frigorífico industrial para podermos armazenar os alimentos, as especiarias e os utensílios.

Depois de estarmos aptos para cortar os legumes e tubérculos corretamente seguiu-se a preparação e corte em carnes e peixes. Tal como nos legumes, a carne e o peixe também têm as suas maneiras características e próprias de serem arranjada e cortadas, para manter o sabor e a textura original do alimento. Aprendemos a amanhar o peixe perfeitamente, raspando as escamas, o corte transversal para poder tirar as vísceras e as guelras e de seguida limpa-lo com água a correr e verificar se está tudo bem limpo, pois ser for cozinhado mal limpo, vai-se notar no gosto. Aprendemos também a preparar lulas. Separar os tentáculos do resto do corpo, limpar o interior e retirar o bico no meio dos tentáculos, limpar a pele das viscosidades e só depois vira-las de dentro para fora e estão prontas a ser confecionadas. Na carne o processo divergente um pouco. Consiste em a cortar em direção as fibras para não estragar a carne e retirar os nervos e os ossos de maneira e evitar desperdício do alimento. Os seus cortes são semelhantes aos dos legumes e tubérculos, só que a carne não tem camadas tornando-se assim mais fácil retirar pedaços mais pequenos e mais finos de um naco mais grosso e maior.

Como já tínhamos as preparações das carnes e peixe aprendidos era tempo de sabermos fazer os molhos que acompanham a maioria dos pratos. Vimos que dentro dos molhos, existem molhos base e molhos derivados desses mesmos molhos base. O molho de maionese e bechamel por exemplo, são molhos base que com a mistura de outros ingredientes se tornam também deliciosos mas com um outro paladar. Temos também o molho de pepino e de cocktail que por sua vez são derivados de outro molho base com a particularidade de ter um ou mais ingredientes extra na mistura.

Os meses vão passando e com o tempo vêm mais matéria acrescida. Os tipos de cozedura – fritar; assar; saltear; cozer; estufar; guisar, etc. basta colocar uma panela ao lume fazer o fundo, deixar alourar e juntar agua para cozer ou simplesmente colocar um fio de azeite na sertã e deixar os alimentos tostar um pouco se for o caso de saltear. Para cada método existem os ingredientes corretos a serem confecionados na sua maneira própria.

Passamos pelas guarnições, saladas e acepipes. Neste módulo aprendemos a embelezar um prato apenas com mais um ou dois ingredientes extra no caso das guarnições (arroz pilafe, arroz 5 delicias, esparguete com alho esmagado, por exemplo) e a apresentar algumas entradas simples como por exemplo tostas com pasta de atum e um pouco de cebolinho para dar aquele gosto fantástico no caso dos acepipes. Neste modulo fizemos um serviço de catering na faculdade de psicologia onde servimos vários petiscos feios e servidos na hora, mas o destaque foi para a bola de carne do Chefe Varela, que num abrir e fechar de olhos já não havia nada. Começar com uma salada waldorf ou césar para começar bem a refeição. Saladas, estas que vêm ao encontro dos ensinamentos anteriores dos cortes e cozeduras se necessário para a concretização perfeita da mesma.

Fomos abordando outras matérias nomeadamente as entradas frias e quentes como as sopas ou cremes quentes (sopa glória) ou frios (vichyssoise). A confeção de diversas iguarias (carne de porco à alentejana, strogonoff, carapaus alimados, filetes de linguado panados, sapateira recheada ou lulas recheadas) e para finalizar aprende-mos a confecionar sobremesas quentes, frias e gelados. Mousse de manga, bolo de bolacha, Bavaroise, cheesecake, sericaia, claufotis de cereja, entre outras.

Durante este tempo todo foi-nos pedido um trabalho de pesquisa para apresentar, um sobre o mundo vegetal e o outro sobre o mundo animal. Os ingredientes saíram por escolha aleatória. No meu trabalho sobre o mundo vegetal falei sobre o alho, a couve-roxa e o morango, no do mundo animal fiquei com o escalo, o cavaco, o bacalhau, (peixes), a vitela, e o caracol. Trabalho que realizado em PowerPoint e posteriormente apresentado ao formador e à turma. Realizamos uma visita de estudo ao IPO, às cozinhas do hospital. A cozinha é enorme, deu-me logo vontade de lá ficar a trabalhar porque é o contrário do CEFPI, que a cozinha é relativamente pequena. Fomos falando com os funcionários sem os atrapalhar com o seu trabalho de confeção, pois todos os alimentos têm que ser cuidadosamente lavados para evitar que a comida chegue ao paciente defeituosa de higienização e causa mais problemas. Vimos o espaço de lavagem de louça e também o armazém que estava devidamente “etiquetado” com os alimentos divididos pela sua característica especifica e por datas para evitar pegar num alimento recém-chegado ao invés de um que já estivesse à mais tempo.

A meu ver as aulas de cozinha foram deveras criativas e interessantes a modo de aprender técnicas variadas para tratar dos pratos que iriamos confecionar. O formador Arlindo Varela conseguiu passar o conhecimento para nós explicando devagar e repetindo as vezes que foram necessárias para conseguirmos entender e não decorar como se faz. Fizemos várias tentativas de confecionar molhos, arranjar carne e peixe, tratar de sobremesas, guarnições, pratos principais, etc. para conseguir apresentar o prato da melhor maneira possível e treinar os métodos para irem ficando como instinto. As aulas de cozinha foram-me muito uteis para desmistificar algumas dúvidas que temos. Quando se cozinha em casa temos o nosso método e a comida é para nós e para os nossos, mas num estabelecimento a atenção já está direcionada para outros tipos de confeção, como no caso de uma dieta ou alguém não pode comer determinado alimento por ser alérgico. Todo este conhecimento vai-me fazer muita falta num futuro próximo para poder impressionar a minha sogra com uma ementa deslumbrante e de fazer crescer água na boca.

Pastelaria


Neste módulo de pastelaria o nosso formador António Santos foi trocado pelo formador Paulo Alves. Mudaram um pouco os métodos de aprendizagem e também os de execução, a meu ver são mais maneiras de se executar o mesmo e adaptar-se ao método que lhe seja mais conveniente. Como não podia deixar de ser fizemos inúmeros bolos, doces e bombons com um aspeto e sabor irresistível.

Recomeçamos com preparação do módulo de Massas lêvedas de Pastelaria e Padaria. Fizemos massa de brioche, feita por nós, em grupos, e com essa massa fizemos caracóis, croissant de brioche, bolas de Berlim. Também fizemos vários tipos de pão neste módulo, como por exemplo, pão bijou, bicos de pato, pão de hambúrguer entre outros, sempre da maneira artesanal. Aprendemos um método diferente de trabalhar as massas, mais fácil para uns, mais complicado para outros.

Massas de cake, folhados, bolos secos e massas de forrar. Neste módulo aprendemos a fazer o bolo inglês que eu simplesmente adoro, bolo de mármore, muffins de chocolate, café, bolos de arroz, etc. fizemos também folhado francês que deu oportunidade de fazer outros bolos bastante apetitosos como glórias, palmieres, harmónicas, croissants, mil folhas entre outras também igualmente deliciosos. Fizemos massas de bolachas e usamos moldes para lhes dar forma e também massas de forrar para fazer tartes com inúmeros recheios e coberturas. Penso que nestas horas de aprendizagem engordei um ou dois quilos a saborear as delícias que iam saindo do forno.

Confeção de bolos. Neste módulo fizemos muitos bolos bonitos e irresistíveis como guardanapos, tortas, pão-de-ló, bolo decorado e tronco de natal alusivo à época natalícia.

No módulo de Confeção de bolos e doces regionais e conventuais e de épocas festivas fizemos bolo-rei, sortidos populares, castanhas de ovos, fogaças de santa maria da feira, fizemos também fios de ovos que resultam mesmo bem quando se quer algo docinho e é bastante simples de fazer depois de uma boa explicação.

Passamos para o módulo de Confeção de Sobremesas de Pastelaria, aqui confecionamos toucinho-do-céu, baba de camelo, molotoff, mousses. Aqui foi impossível resistir à tentação. Na Confeção de Gelados e Sobremesas Frias, fizemos bavaroise de frutas e tartes geladas.

No final do módulo e antes de ir para estagio, o formador lembrou-nos das memórias de matérias que já tinham sido dadas à algum tempo atras. Fizemos muitas natas, croissants, tartes, lanches, massa folhada, creme de pasteleiro, creme de ovos entre muitos outros. Isto para nos fazer lembrar de como se faz do princípio até ao fim de todo o processo.

Todo este processo e etapas que foram surgindo, foram bem aceites e aprendidas para serem exercidas com a melhor das intenções e respeitando sempre as normas de higiene pessoal, dos equipamentos e do local de trabalho, para num futuro poder exercer com gosto o que aprendi e também poder passar o conhecimento que me foi passado.